terça-feira, 28 de agosto de 2012

Quem curte um amorzinho de luz acesa, levante o braço!!!

sexta-feira, agosto 24, 2012  Iara Maria Carvalho   É gente, parece que o assunto tá batido, mas não. Toda hora é hora de contribuir para o #BoicoteDuloren. Quem ainda não soube do babado ultra preconceituoso, veja aqui.Massss.... falando sobre o título do post, vamos combinar: não é pra qualquer um fazer amor de luz acesa né não?! Quem aí arrisca? Quem se joga? Hoje em dia não sou muito adepta, confesso que fiquei meio complexada, ou complexada e meia, com a minha barriga depois do baby vir ao mundo há quase cinco anos. Mas, de vez em quando ainda me atrevo... e não dói!Nos meus tempos antigos de gordinha era diferente. Como assim, tempos antigos de gordinha? Eu não sou mais? Não. Sou obesa. E esse é um assunto do qual quero tratar depois, coisa que tenho lido há trocentos anos, mesmo na nossa casa, nesse mundinho Fat que às vezes parece se inflar de preconceito também. Já li várias declarações do tipo: "uma coisa é ser gordinha, outra é ser obesa...", ou ainda "estou falando de obesas, não de obesas mórbidas"... daqui uns dias ainda vou ler a pérola "ser obesa mórbida é tudo de bom, triste mesmo deve ser quem é super-obesa"... Padronizações imbecis existem em qualquer movimento, olhemos para o nosso umbigo também. Revoltas à parte, o que importa nesse momento é a luz acesa. A luz acesa revelando os detalhes e acendendo os desejos. A luz acesa preparando o momento e fazendo ascender o que precisa estar bem elevado (ui!). O fogo, a fúria, o tesão, a luxúria, a tara, a carne... tudo isso não te lembra algo luminoso, faiscante, transbordante de sensualidade e prazer? Sem a luz acesa, como encontrar o ponto G, aquele ponto de luz que a mulher inventou só pra que os homens nunca deixem de procurar?! Sem a luz acesa, como perceber a vermelhidão do corpo que anuncia estar ali correndo sangue fervendo, gemidos fervorosos ao pé da cama?Obviamente que luzes apagadas também fazem um bem danado: descobrir onde está o que te interessa, tocar-se no escuro, lamber, brincar com os mistérios um do outro... não é à toa que se fantasie tanto com os olhos vendados, as mãos amarradas, os pés imobilizados, cada um no seu canto da cama... Luz acesa ou não, o que importa é: com que intenção apagar ou acender? Fantasia a dois ou vergonha de si? Se a carne tá um pouco flácida, ou volumosa demais, ou branca de cegar, ou osso de roer... eu pergunto: tá fria também? Porque ninguém gosta de comer carne fria. Há quem goste de um corpo mais flexível, bom de apertar, fácil de morder, e quente de querer. Tem quem queira um corpo mais avantajado, mulher de encher a cama, onde possa perder a cabeça, os pés, as mãos, a boca, a alma: sendo quente, até o cartão de crédito se perde! Existe aquele que curte uma pele quase nunca tingida de sol, ou naturalmente escura, desde que gostosa e quente. Pensam os tolos que a maioria prefere a mulher magra, esguia, de proporções quase perfeitas; pode não ser a maioria, mas tem quem curta uma moça com saia curta e pernas alongadas, muito quente no beijo e sem pesar quase nada. Pensando assim, quase me convenço de que meu complexo não é com a barriga, não é com meu corpo. É com minha cabeça. Quando estamos de bem conosco, é fácil ligar a luz, é fácil jogar o edredom pro alto e nos mostrarmos como somos. Pra algumas pessoas, o bem-estar se alcança só com a companhia das pessoas queridas, com uma vida saudável e ativa, com realizações profissionais. Pra outras, ter tudo isso e não se sentir bonito e atraente, não é suficiente. Não podemos julgar nem uns, nem outros. Façamos o nosso melhor por nós. Seja de luz acesa ou apagada, não se oprima. Não se obrigue a ligar a luz, porque é o que se espera de uma mulher bem resolvida, nem se imponha uma luz apagada só porque, para o mundo e para a Duloren, uma mulher de peitos fartos e testemunhas da lei da gravidade, não deve ser vista a olho nu. Só seja feliz com a escolha que fizer. E para os que pensam adivinhar o que é bonito ou feio, adequado ou inadequado, decente ou indecente, só um gesto basta: levanta bem o braço e ergue o dedo do meio. Um dia eu crio coragem...

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